quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Último Poema do Caderno


Está chegando no fim o caderno onde tanto eu escrevi...

Pensando assim, o que é que eu vi?

Onde passa rosa o meu amor se senta.

Coisa minha, sua e nossa e o meu poema acrescenta.

Está chegando no fim o caderno onde tanto eu escrevi...

Estou afim de dizer somente o que eu li.

Quem me responde o que eu escrevo...?

Espero respostas,

frases combinadas, espero respostas de uma música conhecida.

O caderno está findando, mas o meu verso não...

Os meus versos que de todos são...

Vêem dispersos à procura de paixão...

Está chegando no fimo caderno onde tanto eu escrevi...

E é pra mim que um belo rosto sorri.

Ouve o que eu digo, pois um dia eu vou me calar,

mas não ouça o que eu digo quando penso em chorar...

O meu caminho vai distante, o meu poema infante se diz amante do agora e do doravante...

Está chegando no fim o caderno onde tanto eu escrevi.

E assim eu estou com receio de dizer o que penso pra quem vai ler o que eu escrevo...

Meu desejo benfazejo.

E a inspiração aparece quando um monte de folha adormece...

Está chegando no fimo caderno onde tanto escrevi...

E assim o meu verso fica sem resposta,

pois pela porta sempre vai embora quem docemente o meu coração comporta...

E a música sem resposta não suporta, fala adeus, dá as costas,

abandona o caderno onde tanto eu escrevi

e que infelizmente já chegou no fim...

Um comentário:

Rafael Jank. disse...

Que coisa mais linda! :)