
Está chegando no fim o caderno onde tanto eu escrevi...
Pensando assim, o que é que eu vi?
Onde passa rosa o meu amor se senta.
Coisa minha, sua e nossa e o meu poema acrescenta.
Está chegando no fim o caderno onde tanto eu escrevi...
Estou afim de dizer somente o que eu li.
Quem me responde o que eu escrevo...?
Espero respostas,
frases combinadas, espero respostas de uma música conhecida.
O caderno está findando, mas o meu verso não...
Os meus versos que de todos são...
Vêem dispersos à procura de paixão...
Está chegando no fimo caderno onde tanto eu escrevi...
E é pra mim que um belo rosto sorri.
Ouve o que eu digo, pois um dia eu vou me calar,
mas não ouça o que eu digo quando penso em chorar...
O meu caminho vai distante, o meu poema infante se diz amante do agora e do doravante...
Está chegando no fim o caderno onde tanto eu escrevi.
E assim eu estou com receio de dizer o que penso pra quem vai ler o que eu escrevo...
Meu desejo benfazejo.
E a inspiração aparece quando um monte de folha adormece...
Está chegando no fimo caderno onde tanto escrevi...
E assim o meu verso fica sem resposta,
pois pela porta sempre vai embora quem docemente o meu coração comporta...
E a música sem resposta não suporta, fala adeus, dá as costas,
abandona o caderno onde tanto eu escrevi
e que infelizmente já chegou no fim...